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Ex-presidente do Fed de St. Louis Vê Economia dos EUA “Em Bom Estado”

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Na última segunda-feira (24), os principais índices de Wall Street fecharam o dia no positivo devido à expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) em dezembro. O mercado precificou 73,5% de probabilidade de corte de 25 pontos-base, ante 26,5% de chance de manutenção na atual faixa de 3,75% a 4%.

O cenário revela um certo otimismo entre os investidores, principalmente com a expectativa de que o Fed diminua o ritmo de cortes na taxa de juros em 2026. No próximo ano, o mercado prevê que o crescimento econômico aumentará ligeiramente, porém os ganhos de emprego permanecerão lentos.

No Brasil para o UBS Wealth Management Latin America Summit, o ex-presidente do Federal Reserve Bank de St. Louis, James Bullard, afirmou que embora haja muito debate sobre a saúde econômica dos EUA, a situação atual é considerada “em bom estado.”

Bullard expressou um otimismo cauteloso, sugerindo que a economia dos EUA deve observar um aumento acima da média no primeiro semestre de 2026. “Dados recentes, como o PIB calculado pelo Fed de Atlanta, indicam que o crescimento no terceiro trimestre foi superior a 4% em termos anuais, e a temporada de festividades (Ação de Graças, Natal e Ano Novo) está se formando bem”, destacou o ex-presidente do Fed.

Em relação à inflação, a expectativa é de que termine 2025 em 2,9%. O número é pouco abaixo dos 3% previstos na pesquisa de outubro, e que caia para 2,6% em 2026.

Segundo pesquisas do mercado, as tarifas são consideradas responsáveis por algo em torno de 0,25 e 0,75 ponto percentual desse valor.

Bullard comenta que a persistência da inflação acima do objetivo tem sido uma preocupação por vários anos. “Em resposta, o Fed agiu agressivamente em 2021 e 2022, implementando um aumento rápido de taxas”, diz.

De acordo com o ex-banqueiro, a política monetária atual está em busca de um nível um pouco restritivo. “O objetivo é manter a taxa um pouco acima do nível neutro para garantir um caminho fácil para os 2% de inflação, que ainda é o ponto de base para a economia dos EUA.”

Em relação ao impacto inflacionário das tarifas, Bullard justifica que apenas 10% da base de consumo dos EUA é afetada pelas taxas. Além disso, para ele, a incidência desses impostos se distribui entre produtores, a rede de suporte logístico e os consumidores finais, resultando em um efeito reduzido no preço de consumo final.

“O efeito das tarifas é um choque de nível de preço por um tempo, e não um processo contínuo de inflação. É por isso que o Comitê se sente confortável com a inflação atual de 2,5% a 3%, confiando que ela cairá para 2% no futuro”, explica o ex-presidente do Federal Reserve Bank de St. Louis.

Mercado de trabalho

Para o mercado, o crescimento do emprego é visto como modesto pelos padrões históricos, em torno de 64 mil por mês. Segundo especialistas do mercado, esse número é mais rápido do que o esperado para o final de 2025. Já a taxa de desemprego deve subir para 4,5% no início de 2026 e permanecer nesse patamar até o final do ano.

Bullard apontou que houve muita discussão sobre o baixo número de empregos adicionados mensalmente durante o verão nos EUA — próximo a 50 mil ou 30 mil, em comparação com os 150 mil considerados normais.

No entanto, o ex-presidente do Fed local sugeriu que esse parâmetro já não se sustenta. Segundo ele, a nova política de imigração — marcada por um fechamento agressivo da fronteira mexicana e pela redução da imigração ilegal a “praticamente zero” — redefiniu o que seria o número normal esperado, que agora estaria mais próximo de 30 mil empregos por mês.

Ele também afirmou que os mercados financeiros podem ainda não ter se ajustado a esse novo cenário de crescimento mais baixo no emprego — indicador que, anteriormente, servia de justificativa para cortes de juros pelo Fed.

“O mercado de trabalho americano está com níveis de desemprego próximos ao nível natural. O índice de seguro-desemprego semanal tem se mantido baixo e estável, e outras medidas do mercado de trabalho são consideradas benignas”, diz James Bullard.

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